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Adilsinho, bicheiro mais procurado do Rio, é preso em Cabo Frio

  • Foto do escritor: Luta Diária com Tyninha Live
    Luta Diária com Tyninha Live
  • 26 de fev.
  • 2 min de leitura

O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, um dos mais procurados do Rio de Janeiro, foi preso na manhã desta quinta-feira (26), após anos de buscas.

A prisão foi feita em Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense, pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ) — composta por agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do RJ, com apoio do Ministério Público Federal (MPF). Um monitoramento por drones confirmou onde o contraventor estava.

Adilsinho faz parte da cúpula do jogo do bicho no Rio e controla áreas da Zona Sul, Centro e Zona Norte da capital. Ele ainda é apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado.

O PM Diego D’arribada Rebello de Lima, que fazia a segurança de Adilsinho, também foi preso. Ele servia na UPP Fazendinha/Alemão.


Contra o contraventor havia pelo menos 4 mandados de prisão em aberto:


  1. Na Justiça Federal, é apontado como chefe da máfia dos cigarros;

  2. Na Justiça do RJ, responde como mandante da execução de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, rival da contravenção;

  3. Na Justiça do RJ, responde como mandante do assassinato de Fábio Alamar Leite;

  4. Na Justiça do RJ, responde como mandante da morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira.


Mas a polícia apura se Adilsinho está envolvido em pelo menos 20 crimes cometidos por um grupo de extermínio— entre homicídios e tentativas de assassinato.


Anos de buscas


Adilsinho foi preso no âmbito da Operação Libertatis, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2023, com uma 2ª fase em março de 2025. O objetivo era reprimir os crimes de tráfico de pessoas, redução a condição análoga à de escravo, fraude no comércio, sonegação por falta de fornecimento de nota fiscal e delito contra as relações de consumo.

Na 1ª etapa, há 3 anos, a PF estourou uma fábrica de cigarros clandestina em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. No local, no bairro Figueiras, os agentes encontraram 19 pessoas em condições análogas à escravidão — todos eram paraguaios.

Segundo a PF, os estrangeiros estavam alojados na própria fábrica e trabalhavam em jornada excessiva: 12 horas por dia, 7 dias por semana, em 2 turnos, inclusive de madrugada, e sem descanso semanal.

“Além disso, os trabalhadores se encontravam em local sem as mínimas condições de higiene, convivendo com animais, esgoto a céu aberto e com os próprios resíduos da produção dos cigarros. Eles não recebiam qualquer remuneração pelos serviços prestados, tinham a liberdade de locomoção restrita e ainda eram forçados a laborar sem equipamentos de proteção”, disse a PF, na época.

As investigações prosseguiram e, 2 anos depois, a PF deflagrou a 2ª fase da Libertatis. Doze pessoas foram presas— Adilsinho era um dos alvos, mas não foi encontrado.

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